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Theotokos

Theotokos

O título “Mãe de Deus” dado a Virgem Maria vem do grego, Θεοτόκος, (Transliteração: Theotókos). Sua tradução literal para o português é “Portadora de Deus”, usado especialmente na Igreja Ortodoxa e Igrejas orientais Católicas. Encontramos, na Patrística, reflexões sobre o papel de Maria na Economia da Salvação. Para os Padres da Igreja não havia empecilho em referir-se a Maria como Mãe de Deus: era uma consequência natural da encarnação divina. Porém, em 431 a Igreja precisou declarar solenemente através do Concílio de Éfeso que Maria é Mãe de Deus para combater a heresia conhecida como Nestorianismo, iniciada por Nestorius, bispo de Constantinopla, que negava a Maria o título de “Theotokos”, afirmando que Maria não deu origem a pessoa divina, mas somente a pessoa humana de Jesus Cristo. Com a proclamação do dogma da Maternidade Divina de Maria, a Igreja professa sua fé na Divindade de Cristo afirmando que Maria, tendo gerado Jesus segundo a natureza humana, que tem em si a pessoa Divina, é Mãe de Deus.

O Centro de Estudos Renovação no Espírito confia a ela, “Toda Bela”, “Cheia da Graça”, os seus esforços de evangelização. Que o Espírito Santo gere, em nós, Cristo!

Beata Elena Guerra

Beata Elena Guerra

Elena Guerra nasceu na cidade de Lucca, Itália, no dia 23 de junho de 1835. Cresceu em um ambiente familiar religioso, proporcionando assim que bem nova em idade iniciasse a leitura e o estudo da Sagrada Escritura e da literatura patrística, dedicando-se ao apostolado feminino entre as jovens, para as quais criou a Pia União das Amizades Espirituais. Mais tarde tomou a direção do primeiro núcleo citadino das Filhas de Maria.

Já adulta, em abril de 1870 durante uma peregrinação pascal à Roma, acompanhada de seu pai assistiu à 3º sessão pública do Concílio Vaticano I. Em 1872, com um grupo de poucas amigas, dá início a uma escola feminina privada em Lucca, da qual se desdobrará em 1882 uma nova congregação, inicialmente denominada Filhas de Santa Zita, que depois do encontro de Elena com Leão XIII  no dia 18 de outubro de 1897 se chamará “Oblatas do Espírito Santo”, dedicadas à educação da juventude feminina, mas sobretudo à propagação da devoção ao Espírito Santo.

Em 1886, Helena tem a primeira intuição da sua vocação na Igreja: solicitar a Leão XIII que se faça promotor de “retorno ao Espírito Santo”, em vista de uma renovação da igreja e da unificação de todos os cristãos (ecumenismo espiritual). Assistida por Mons. Vólpi, 10 cartas chegam a Leão XIII.

Fruto dessas correspondências são três documentos de Leão XIII entre os quais a conhecida encíclica “Divinum illud múnus” de 09 de maio de 1897, sobre a vida segundo o Espírito. São cerca de 70 os seus opúsculos devocionais escritos por Elena, especialmente dedicados à devoção ao Espírito Santo.

Elena, faleceu em 11 de abril de 1914, Sábado Santo, na cidade de Lucca. E, no entanto, sua vida, obra e legado continuam ressoando para os dias contemporâneos.

Em 26 de abril de 1959, o Papa João XXIII declarou Elena Guerra Beata. A freira italiana dedicou sua vida rogando que a Igreja vivesse uma experiência renovada com o Espírito Santo e uma devoção a Ele em todo o mundo.

Cardeal Suenens

Cardeal Suenens

Cardeal Leo-Jozef Suenens foi Arcebispo de Malines (Primaz da Bélgica) de 1961 a 1979. Tornou-se Cardeal em 1962 e foi um dos quatro moderadores do Concílio Ecumênico Vaticano II. Tamanha foi a importância das colocações do Cardeal Suenens a respeito da atualidade dos carismas na vida e na missão da Igreja que o Concílio Vaticano II ficou também conhecido como o Concílio do Espírito, mencionado 258 vezes nos documentos conciliares (algo inédito até então).

Em 1972, o Cardeal foi aos Estados Unidos para conhecer de perto o nascente movimento carismático. Uma semana depois, disse a Ralph Martin:: “Por toda a minha vida procurei por moveres do Espírito Santo sobre a face da terra; meu lema é in Spiritu Sancto. Encontrei aqui aquilo que procurava.” O Cardeal concedeu uma entrevista à Revista New Covenant oferecendo um importante endosso à Renovação. Ele foi o responsável pela realização da primeira reunião de líderes da Renovação Carismática Católica em Roma, em 1973. Em 1975 aconteceu o primeiro Encontro Internacional, evento no qual São Paulo VI deu seu primeiro pronunciamento de endosso aos “carismáticos”. A partir daí, o Cardeal Suenens convidou Ralph e sua família para morar em Malines, transferindo o Escritório Internacional da Renovação para a Bélgica. O Cardeal levou Ralph pelo mundo a fora e, juntos, espalharam a Renovação por diversas nações.

O Cardeal Suenens é, portanto, aquele de quem Deus quis servir-se para levar a Renovação ao Coração da Igreja. Fazemos memória de sua paixão pelo Espírito Santo e pela Igreja em nosso Centro de Estudos de “Renovação no Espírito” (nome que o próprio Cardeal preferia) e desejamos imitar seu zelo.

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