O CERNE não possui qualquer vínculo além da amizade, da admiração e do desejo de mútua edificação em relação ao Rinnovamento nello Spirito Santo.

O Rinnovamento nello Spirito Santo se organizou como um Movimento Eclesial sob a presidência de Monsenhor Dino Foglio, (presidência que durou 20 anos: 1977 a 1997). A cada nova eleição, prevista pelos Estatutos do Rinnovamento, Monsenhor Foglio era reconduzido à presidência e sua eleição era acolhida e ratificada pela Conferência Episcopal Italiana. Em 1997, o Dr. Salvatore Martinez foi conduzido à presidência do Rinnovamento.

De fato, o Rinnovamento sempre gozou de uma profunda comunhão com os Bispos Italianos e com a Santa Sé, para quem a imensa maioria dos pronunciamentos papais eram dirigidos (e nós, carismáticos do mundo inteiro, nos “apropriávamos” daquilo que o Papa falava a eles). A unidade, na Igreja Católica, se dá ao redor dos Bispos, em suas Igrejas Particulares, e da Sé Apostólica. Se há uma acusação realmente descabida, em relação ao Rinnovamento, é a de associá-lo ao “sectarismo”… A comunhão, na Igreja Católica, é construída ao redor do Santo Padre e dos Bispos em comunhão com ele (e, nisto, o Rinnovamento sempre foi exemplar).

A Renovação Carismática Católica, enquanto corrente de graça, não é uma realidade uniforme ou unificada. Há, nela, diversas formas de constituição e o “Movimento Eclesial” é uma destas realidades. Se existe alguém, dentro da Corrente de Graça, que goza do direito de usar o termo “Movimento Eclesial”… este alguém é o Rinnovamento nello Spírito Santo. O Rinnovamento possui “reconhecimento ante a Conferência Episcopal Italiana” como Associação Privada de Fieis, decreto de aprovação e Estatutos devidamente aprovados.

Assim como Mons. Foglio, Salvatore Martinez tem sido reconduzido ao cargo de Presidente do Rinnovamento (sendo recebido e ratificado pela Conferência Episcopal Italiana). Isto se dá assim porque eles são uma Associação Privada de Fieis e isto é previsto em seus Estatutos, reconhecidos pelos bispos italianos.

Infelizmente houve – e ainda há –  uma movimentação para denegrir a imagem do “Rinnovamento” e de seu presidente em alguns setores de influência (constatamos com tristeza). Contudo, essa movimentação cai em grande contradição, pois discursa sobre a “unidade na diversidade” e atua de forma “uniformizadora” e “igualitarista” ao não respeitar a dinâmica própria de uma Associação Privada de Fieis e sua liberdade de eleger ou re-eleger a quem bem entender, sob aprovação e respaldo da Conferência Episcopal de seu país. Eles não são “a” corrente de graça, mas “um Movimento Eclesial”, uma Associação de Fieis nascida “da” corrente de graça, com suas singularidades que, uma vez aprovadas, deveriam ser salvaguardadas (se, de fato, se busca unidade e não “uniformidade”). Nunca se lhes ocorreu – aos propagadores destas difamações – propor uma intervenção no governo interno de outras associações privadas de fieis como o Shalom, a Canção Nova, a Emanuel e outras (ou esquecem que o reconhecimento eclesial que lhes foi dado não é o de “Comunidade de Vida e Aliança”, mas o de Associação Privada de Fieis, tal como o Rinnovamento nello Spirito Santo)?

Salvatore Martinez esteve com este nosso grupo (CERNE) nos dias 27 e 28 de setembro de 2018. Demonstrou profundo amor pela Igreja e profunda adesão à comunhão de carismas desejada pelo Papa Francisco. As pregações realizadas por Salvatore nesta ocasião foram gravadas e foram disponibilizadas pelo CERNE. Nosso relacionamento com ele é de profunda amizade.

O nome “Renovação no Espírito”, assumido pelo nosso Centro, não teve inspiração nos italianos, mas nos Documentos de Malines, aos quais temos nos voltado com grande afinco por solicitação de Sua Santidade, o Papa Francisco. Nestes documentos, o Cardeal Suenens defende o uso preferencial do nome “Renovação no Espírito”. Nosso desejo de nominar o Centro de Estudos com este termo é uma clara alusão a este retorno aos Documentos de Malines (como solicitara o Santo Padre).

O Centro de Estudos não constitui uma renovação paralela. Todas as realidades que quiserem… poderão aderir ao CERNE para se beneficiar de seus serviços, relacionar-se entre si e buscar apoio para a missão que desenvolvem na Santa Igreja e, para tal, ninguém precisa se desligar de seus vínculos atuais. A adesão ao CERNE não se configura como “pertença formal e jurídica”, mas tão somente fraterna e amistosa.

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